quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cantada e entrevistada por Tom Jobim
e fotografada por Luis Tripoli
na revista STATUS de 1978
(transcrevo abaixo a cantada)
"Foi num maio-junho(ou teria sido num agosto-setembro?), dia lindo no Rio, iluminada tarde, na calada do dia, quando o sol não deixa sombra, urubus dormindo na perna do vento, pontos negros contra o azul absoluto que vinha do mar.O dia vinha do mar agarrado às ondas.Absoluto azul porem molhado.Aquele sudoeste que traz bom tempo, agua quente limpa e muito peixe.Minha sombra dava para o sul.
Ia pela Barão da Torre, heading west.Vida eterna! Então não aguentei e liguei o radio para saber as horas(I hate musica; deformação profissional), mas veio do radio do carro um ataque frontal, doce, divina musica que dizia "Quero um homem bom, gostoso, bonito..."A voz saborosa mesmo, liberta, sem vícios, querendo, convidando - fiquei chocado.A voz bonita que revela o útero sadio.Nem sabia que era ela.O speaker falou : Fafá de Belém! desde aí passei a ter medo. O medo autentico que o homem tem da mulher. Acompanho tímido, de longe, teus sucessos e teus seios fartos que me alimentaram e tua boca linda que eu desejo e nego. Quem sabe uma canção!
Viva Fafá.
Ao Norte do Norte.
A Oeste da Morte
Viva Fafá de Belém do Grão-Pará."
Tom Jobim








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